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“Ele dá força aos cansados e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor!”
Isaías 40:29
Quarta-feira abençoada pra sua vida!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O olho maior que a barriga
Temos uma capacidade gástrica que em geral dá sinais de saturação toda vez que ingerimos um volume maior que o habitual. Essa regulação se define ao longo do tempo e se faz por meio de sinais celulares que cuidam de atender todas as necessidades orgânicas. Mas também pode ser modificada por hábitos alimentares adquiridos ao longo da vida. Ingerir líquidos às refeições ou liberar a fivela do cinto ao término dela são atitudes que sem dúvida podem levar a uma ingestão cada vez maior.
Vamos aprendendo com o tempo a facilmente estimar a quantidade de alimentos capaz de saciar a nossa fome, mas estímulos outros podem nos conduzir a um consumo consideravelmente maior, o que na verdade só serve para afagar a criança carente e insegura que existe dentro de cada um de nós. E assim, sorvetes, docinhos, salgadinhos e biscoitinhos adquirem o poder de nos remeter aos momentos felizes da infância, se tornando assim, irresistíveis. A liberdade experimentada ao atacar uma caixa inteira de bombons parece preencher completamente a nossa fome de afeto: o sentido da visão recebe o estímulo, que o envia imediatamente ao cérebro, que por sua vez promete felicidade eterna com a inevitável produção de serotonina.
É nesse momento que dizemos que a pessoa fica com o olho maior que a barriga, pois o que parece ser necessário, na verdade não o é. Carentes, vemos no alimento a solução definitiva e a cura para todas as tristezas e nem de longe pensamos em outra alternativa viável. E quanto mais olhamos, mais ele parece saboroso e atraente e então decidimos por fim a essa angústia. Damos cabo da bandeja inteira de salgadinhos ou da caixa inteira de bombons e aí sim, temos o resto da vida para nos arrependermos, porque a primeira mordida já seria suficiente para acalma o nosso cérebro. As outras são automáticas e só acontecem para conter a ansiedade.
Docinhos, salgadinhos, sorvetes e chocolates podem ser consumidos sem culpa, desde que seja num volume que esteja sob o nosso controle. O fim do ano se aproxima e o cardápio precisa estar à altura das festas. Capriche, prepare pratos apetitosos e surpreendentes, mas escolha não abusar nunca porque afinal, os nossos olhos jamais terão o tamanho da nossa barriga.
Suellen A.Tucholke Nutricionista CRN 28123
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